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A COMEMORAÇÃO DOS 20 ANOS DA 4ª VARA FEDERAL DA BAHIA

 

 

 

 

         Em clima de confraternização e de alegria foram comemorados os vinte anos de criação e instalação da 4ª Vara Federal da Seção Judiciária da Bahia. Criada por força da Lei nº 7.178, de 19 de dezembro de 1983 e do Provimento do Conselho da Justiça Federal nº 264, de 14 de março de 1984, a unidade judiciária comemorou seu aniversário, em uma pequena reunião, onde estiveram presentes, além do Juiz Federal, Dr. Salomão Viana, e sua esposa, Dra. Anna Carolina Viana, os servidores lotados.  Também marcaram presença as Juízas Neuza Maria Alves da Silva, Nilza Reis e Cláudia Tourinho Scarpa, que já responderam, em distintos momentos, pela condução daquele Juízo.  Compareceu, também, ao evento, Dra. Rosa Bacelar, ex-diretora da 4ª Vara, na  pessoa da qual foram homenageados todos os ex-servidores.  A ela o Dr. Salomão Viana entregou um buquê. Na ocasião, foi descerrada a placa comemorativa e inaugurada, oficialmente, a página da 4ª Vara.

 

 

 

Da esquerda para a direita: Drª Anna Carolina Viana,

Dr. Salomão Viana, Drª Cláudia Tourinho Scarpa,
Drª Nilza Reis e Drª Neuza Maria Alves da Silva.

 

 

O Juiz Salomão Viana e as Juízas Cláudia Tourinho Scarpa,

Nilza Reis e Neuza Maria Alves da Silva, que já atuaram Na 4ª Vara Federal.

 

 

 

O Juiz Salomão Viana, acompanhado da ex-diretora da 4ª Vara,

Drª Rosa Bacelar, e da atual Diretora, Drª Graziela Machado.

 

 

 

Drª Rosa Bacelar recebendo, pelas mãos do Juiz Salomão Viana, um

 buquê, como símbolo de agradecimento pelos serviços prestados à 4ª Vara.

 

 

 

A placa comemorativa do evento.

 

 

 

O bufê.

 

 

 

 

 

No detalhe, o bolo de aniversário da 4ª Vara Federal.

 

 

 

O EMOCIONADO DISCURSO DA EX-DIRETORA DA 4ª VARA

 

 

Dra. Rosa Bacelar

 

 

 

EXMO. SR. DR. SALOMÃO VIANA, JUIZ FEDERAL DA 4ª VARA

EXMOS. SRS. DRS. JUIZES FEDERAIS DESTA SEÇÃO JUDICÁRIA, AQUI PRESENTES, QUERIDOS  SERVIDORES, MEUS EX COLEGAS DE TRABALHO,

 

 

         É grande o esforço que faço neste momento para falar a vocês, diante da minha insuperável timidez. Mas, convidada que fui, quero aproveitar a oportunidade para dizer da minha imensa satisfação em voltar a este espaço, registrando as boas lembranças que me ficaram.

 

         Inicialmente, quero resgatar uma dívida que tenho para com meus antigos colegas de trabalho por não ter tido a oportunidade de deles me despedir no momento da minha saída, o que faço agora, abraçando cada um individualmente e agradecendo pela colaboração constante de todos por todo o tempo em que trabalhamos juntos.

 

         Tiveram todos grande importância no constante crescimento da 4ª Vara, cada um do seu jeito: a gentileza de João, a alegria e tranqüilidade de Carlos, a disponibilidade e inteligência de Nilsa, o corre-corre de Carol com publicação das decisões judiciais no Diário da Justiça, a preocupação de Lílian com suas execuções, a sinceridade e tagarelice de Joyleine, a competência de Cristina no atendimento ao público, a timidez de  Floripes, a responsabilidade de Maísa, o interesse em aprender sempre de Verônica, e, como esquecer as inteligentes e engraçadíssimas anedotas de Renata e Valter nos finais de expediente, para relaxar depois de um dia de trabalho sempre difícil, e Joilton, sempre bonachão com sua roupa branca às sextas-feiras. Por tudo isso, muito obrigado.

        

                   O trabalho individual de cada um de vocês sempre teve uma grande importância para um único objetivo, ou seja, o sucesso da 4ª Vara que hoje é comemorado.

 

A Justiça Federal sempre foi para mim o meu mundo, estando a 4ª Vara no seu topo. Todos os funcionários que por aqui passaram contribuíram para levar a 4ª Vara a esse lugar, numa visão ilusória criada por mim, que acompanhei desde sua instalação.

 

 Tem ela uma história escrita com a colaboração de todos, alguns com verdadeiros e significativos parágrafos enquanto outros com apenas simples vírgulas que, no entanto, dão sentido ao texto.

 

          Da responsabilidade e dedicação com que trabalhávamos, são testemunhas muitos outros Juízes com quem tivemos a honra e o prazer de trabalhar em eventuais impedimentos do Juiz titular, como Dra Neuza, Dra. Nilza, Dra. Cíntia, Dr. Cândido, Dr. Paulo Pimenta, Dr. Itagiba, Dra. Rosana, Dr. Evandro Reimão, Dr. Hilton Queiroz, Dr. Aloísio Palmeira, Dr. Lázaro Guimarães (os três últimos  hoje Desembargadores Federais), Dra. Cláudia Tourinho Scarpa, ex-Juíza Federal Substituta desta Vara, e também o Dr. Scarpa que, por um tempo, morou ao lado.

 

         A 4ª Vara foi para mim uma escola, onde aprendi, não só com os Juízes, como também com meus colegas de trabalho, com os advogados, e, principalmente, com as partes, aqueles que ficam do outro lado do balcão e que, na esperança de solução de suas prementes necessidades, contam com a Justiça ainda estruturalmente morosa.

 

         Quero também nesta oportunidade fazer presente o Dr. Olindo, 1º Juiz da 4ª Vara, a quem devo todo respeito e admiração. Lembro quando, reunindo os funcionários no final das necessárias, obrigatórias e estressantes Inspeções Anuais, comparava a 4ª Vara a uma orquestra, regida pela Diretora de Secretaria. Mas eu acrescento e digo que, realmente, a 4ª Vara funcionava como uma orquestra, cuja sinfonia era composta pelo Juiz, executada pelos servidores e cuidadosamente regida pela Diretora, com a preocupação única em não desafinar. O resultado era uma obra de arte.

 

Diariamente apreciava a 4ª Vara como numa passarela, desfilando com seus grandes atributos, e desejo que aí continue desfilando com elegância, responsabilidade e beleza, mas uma beleza que transcende o narcisismo, uma beleza vista e reconhecida pelos advogados e partes para que, como uma top model, esteja realmente no topo do mundo.

 

         Finalmente, como Maria Betânia em uma canção, digo: “Que bom morrer de saudade e de saudade viver”.

 

 

         Parabéns, Dr. Salomão. Parabéns, 4ª Vara.